terça-feira, 4 de novembro de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Os especialistas
Nunca vi uma turma tão preparada na arte de brincar com a verdade. E esta habilidade tem tudo a ver com o discurso - que dizem ter sido mal colocado - do Senador da oposição. Esse pessoal foi forjado na época da ditadura, gente que aprendeu da pior - e única - forma possível: apostando a própria vida. Somente os mais preparados sobreviveram para contar a história, esse pessoal que hoje está aí.
O nosso guia também brinca com a verdade ao afirmar, na véspera da divulgação de que o famoso dossiê realmente existiu e tem as mãos dentro da Casa Civil, de que "quem fala a verdade conversa até com o diabo". Talvez queira, na verdade, dizer que "quem fala 'o tipo certo de verdade' sempre conversa melhor com o diabo.
Outra especialidade da turma é a de se eximir da responsabilidade escudados numa "cadeia de comando" que lembra também a época das atividades na clandestinidade. A coisa é compartimentada de tal modo que sempre alguém se sacrifica pelos cardeais. Não foi diferente no mensalão, na divulgação do sigilo do caseiro e em qualquer escândalo protagonizado por essa turma.
Os inocentes úteis pensam diferente. Afinal, só se engana quem gosta.
O nosso guia também brinca com a verdade ao afirmar, na véspera da divulgação de que o famoso dossiê realmente existiu e tem as mãos dentro da Casa Civil, de que "quem fala a verdade conversa até com o diabo". Talvez queira, na verdade, dizer que "quem fala 'o tipo certo de verdade' sempre conversa melhor com o diabo.
Outra especialidade da turma é a de se eximir da responsabilidade escudados numa "cadeia de comando" que lembra também a época das atividades na clandestinidade. A coisa é compartimentada de tal modo que sempre alguém se sacrifica pelos cardeais. Não foi diferente no mensalão, na divulgação do sigilo do caseiro e em qualquer escândalo protagonizado por essa turma.
Os inocentes úteis pensam diferente. Afinal, só se engana quem gosta.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Eu
Você que me lê nem faz idéia do dinossauro que escreve neste blog. Sou mais do que velho, sou antigo. Sou do tempo das pharmácias e das philomenas. Sou do tempo das vidas vividas em vilas pequenas. Das cidades do interior. Sou de um tempo sem registro na história, não passo de um apagão na memória, uma reminiscência a caminhar.
Sou filho deste estado gaudério, um solitário que nas noites de frio, se aconchega num leito sem par. Sou, nas longas madrugas insones, quem a beliscar nessas teclas, em poucas palavras tropeça sem ter pra quem seus causos contar. Sou um mudo sem opção, um falastrão calado, um coração sem amor.
Sou filho deste estado gaudério, um solitário que nas noites de frio, se aconchega num leito sem par. Sou, nas longas madrugas insones, quem a beliscar nessas teclas, em poucas palavras tropeça sem ter pra quem seus causos contar. Sou um mudo sem opção, um falastrão calado, um coração sem amor.
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